Quantas regressam
Não existe um número exato único: as contagens variam, com alguns a medirem uma nova condenação e outros uma nova detenção. Ainda assim, a ordem de grandeza é semelhante quase em todo o lado. Nos três anos após a libertação, entre um terço e dois terços das pessoas libertadas acabam por voltar à prisão, e a maioria destes casos ocorre no primeiro ano.
Cerca de tantos, em cada dez, regressam no prazo de três anos
A variação entre países é maior do que a variação entre pessoas, e essa é a principal pista sobre a causa. Se o problema fosse o carácter, as proporções seriam semelhantes: as pessoas são mais ou menos iguais em todo o lado. Portanto, não é a pessoa que determina o resultado, mas as condições que encontra ao sair.
O que encontra quem passa os portões da prisão
Cada problema é resolúvel por si só. A dificuldade é que formam uma cadeia: sem morada, não se conseguem substituir os documentos; sem documentos, não se consegue arranjar trabalho; sem trabalho, não há dinheiro para uma casa. Em geral, a pessoa tem semanas, não meses, para desfazer este nó.
A prisão ensina competências que dificultam a vida cá fora
Atrás das grades, compensa não tomar a iniciativa, não dar nas vistas e responder à pressão de forma rápida e contundente. Tudo isso funciona lá dentro e causa problemas cá fora, onde é preciso fazer o contrário: negociar por iniciativa própria, planear e tolerar a incerteza. Quanto mais longa é a pena, mais profundamente se fixam os primeiros hábitos.
É por isso que os sistemas que disponibilizam alojamento, documentos e acompanhamento depois da libertação apresentam taxas de regresso visivelmente mais baixas. Não se trata de discutir se a pena devia ser mais ou menos severa: a pena já foi cumprida. Trata-se apenas do que acontece no primeiro mês depois de passar os portões.
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Fontes
- As taxas de novas condenações variam muito consoante o país e o método de cálculo
- o que se mantém é que o risco é maior no primeiro ano após a libertação