Los Angeles, fim dos anos 1990
O criador do formato foi Yaacov Deyo, rabino da organização educacional judaica Aish HaTorah. A tarefa dele não era romântica, mas comunitária: os jovens estavam se conhecendo cada vez menos dentro da comunidade. Os primeiros encontros aconteceram por volta de 1998, em um café comum, com poucos participantes - era um experimento, não uma indústria. Mais tarde, a organização registrou o nome SpeedDating como marca, e foi daí que a palavra se espalhou pelo mundo.
A mecânica era a mesma desde o começo. As pessoas se sentam às mesas e têm um tempo fixo para conversar - geralmente alguns minutos -; depois, um sinal indica que é hora de trocar de lugar, seguindo o círculo. Logo depois da conversa, cada participante marca "sim" ou "não" em um cartão. Os organizadores recolhem os cartões e só passam os contatos aos pares em que os dois marcaram "sim".
O valor não está na velocidade, mas no que foi retirado do encontro. Você não precisa inventar como terminar a conversa: o sinal faz isso. Você não precisa receber uma rejeição cara a cara: ela fica no cartão do organizador. Você não precisa se perguntar se o interesse é recíproco: a conta é feita por você.
- Conversa
- Sinal
- Cartão
- Troca de lugar
Por que psicólogos adoram encontros rápidos
Para os pesquisadores, o formato virou um laboratório pronto: em uma noite, uma pessoa participa de uma dúzia de primeiros encontros em condições idênticas, e cada decisão é registrada no papel. A descoberta mais conhecida é que aquilo que as pessoas dizem querer antes da noite prevê relativamente mal quem elas de fato escolherão na sala.
A segunda observação é mais interessante. Na versão clássica, os homens trocam de lugar, enquanto as mulheres permanecem sentadas. Quando um experimento inverteu os papéis e as mulheres passaram a circular, a diferença de seletividade entre os sexos mudou: o lado que permanecia sentado era mais seletivo. Esse é um estudo com uma amostra de estudantes, e há poucas replicações confiáveis, então trate a conclusão como uma hipótese - mas uma hipótese reveladora: parte do que costumamos considerar natureza é moldada pela posição das cadeiras.
- Dê um fim claro ao encontro com antecedência: uma hora, uma xícara de café, o caminho até o metrô.
- Decida logo depois do encontro, antes que sua decisão fique soterrada por justificativas.
- Confira sua impressão em uma segunda conversa, não em uma terceira lista de perguntas.
- Não deixe o encontro se arrastar "até onde der" - um final em aberto esgota as duas pessoas.
- Não compare uma pessoa real com uma lista de exigências que você escreveu em casa.
- Não confunda as regras da sala com a personalidade: quem se senta, quem se aproxima, quanto tempo falta.
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Fontes
- Formato criado por Yaacov Deyo e pela Aish HaTorah, em Los Angeles, no fim dos anos 1990. Estudos com dados de encontros rápidos: Paul Eastwick e Eli Finkel, 2008-2009