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Como fotografaram um buraco negro

Redação Miqo · 2 fontes

Como se obtém uma imagem destas

A resolução de um telescópio depende do seu tamanho. Para observar um objeto com este tamanho angular, o prato teria de ser do tamanho de um planeta, o que é impossível de construir - mas é possível combinar antenas muito afastadas.

Cada observatório regista o sinal com uma marca temporal de extrema precisão, fornecida por relógios atómicos. Depois, os registos são combinados, e o conjunto de antenas funciona como fragmentos de um único espelho gigantesco.

8observatórios em todo o mundo na primeira observação
do tamanho da Terradimensão da antena virtual resultante
2 anosde processamento até à primeira imagem

Os dados eram tantos que seria impraticável enviá-los pela internet. Os discos foram transportados fisicamente de avião para dois centros de computação, e parte da carga da estação do Sul teve de esperar pelo fim do inverno.

O que aparece realmente na imagem

  1. Registo simultâneo
  2. Discos viajam de avião
  3. Combinação dos sinais
  4. Reconstrução da imagem

Não se vê o buraco em si, mas a sua sombra: um círculo escuro contra a matéria luminosa à sua volta. A luz não escapa de dentro do horizonte de acontecimentos, mas o gás quente nas proximidades forma um anel, cuja forma foi possível medir.

Para não confundirem aquilo que esperavam ver com a realidade, equipas independentes reconstruíram a imagem usando métodos diferentes, sem mostrarem os resultados umas às outras. A coincidência dos anéis tornou-se o principal argumento.

A primeira imagem foi obtida de uma galáxia gigante distante, e não do centro da nossa: o objeto lá existente é maior, e a imagem muda mais lentamente. O centro da Via Láctea foi fotografado mais tarde, e revelou-se mais difícil devido à sua rápida variabilidade.

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Fontes

  1. A imagem da sombra do objeto supermassivo no centro da galáxia M87 foi publicada em 2019 pela colaboração Event Horizon Telescope
  2. foi utilizada interferometria de linha de base muito longa, que combina observatórios em diferentes continentes com sincronização por relógios atómicos. Os dados foram transportados em suportes físicos. A imagem do objeto no centro da Via Láctea foi publicada em 2022