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O que ficou depois da partida dos impérios

Redação Miqo · 2 fontes

O que ficou

  • Fronteiras retas. Foram traçadas em gabinetes europeus ao longo de paralelos. Os povos ficaram divididos, enquanto grupos rivais acabaram no mesmo Estado.
  • Uma cultura para exportar. A economia era orientada para o cacau, a borracha ou o algodão. Quando o preço de um produto baixa, toda a economia sofre.
  • Estradas para o porto. Os caminhos de ferro ligavam as minas ao mar, em vez de ligarem as regiões entre si. As ligações internas não foram construídas.
  • Instituições extrativas. A administração era criada para recolher e exportar, não para servir a população. Essa configuração sobreviveu à partida.

Os investigadores consideram o quarto ponto o mais duradouro. As fronteiras podem ser contestadas e a economia pode ser reorganizada, mas os hábitos de governação passam de uns para os outros: o novo poder herda uma estrutura criada para extrair.

O terceiro ponto continua visível no mapa ferroviário. Em muitos países, é mais fácil chegar à antiga metrópole do que a uma região vizinha, o que limita claramente o comércio interno.

O que dura mais tempo não são as fronteiras nem as línguas, mas a estrutura das instituições. Ela é transmitida aos governantes seguintes, juntamente com os edifícios e os procedimentos.

O que está em debate

Uma linha de investigação explica as diferenças atuais entre os países precisamente por este legado: onde foram criadas instituições extrativas, o desenvolvimento foi pior; onde foram criadas instituições de povoamento, foi melhor. Os argumentos baseiam-se em comparações de grande escala.

Outra linha contrapõe que se está a explicar demasiado através de um único fator, quando as diferenças dentro das antigas colónias são enormes. Países com passados semelhantes divergiram muito, o que significa que a explicação não está apenas aí.

Há também uma terceira posição: o legado define as condições de partida, mas o que acontece depois é decidido pelas próprias escolhas. É a posição menos apelativa e, por isso, é citada com menos frequência, mas explica melhor a diversidade dos resultados.

Há ainda outro vestígio: a língua da administração. Em muitos países, a administração pública e o ensino superior continuaram na língua da antiga metrópole, dividindo a população em dois grupos: têm acesso ao Estado as pessoas que a dominam.

Testa-te1 / 2

Que parte do legado colonial durou mais tempo?

Fontes

  1. Entre as consequências duradouras do período colonial contam-se fronteiras arbitrárias, uma especialização monocultural para exportação, redes de transporte orientadas para a extração e instituições criadas para extrair recursos
  2. o grau da sua influência no desenvolvimento atual continua a ser objeto de debate académico

A seguir na série «Colónias»

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