Como o método evoluiu
- década de 1980O método é usado pela primeira vez em investigações: ele tanto identifica o culpado quanto inocenta quem não cometeu o crime.
- década de 1990São criados bancos de dados nacionais de perfis, permitindo compará-los em todo o país.
- década de 2000A sensibilidade aumenta: é possível obter um perfil a partir de um toque, e não apenas de uma mancha.
- 2018Um caso é solucionado por meio de bancos de dados genealógicos abertos: a correspondência é encontrada não com o autor do crime, mas com um parente distante.
Esse último avanço mudou a abordagem dos casos sem solução. Antes, a ausência de um perfil no banco de dados significava um beco sem saída. Agora, basta encontrar um primo de terceiro grau em um banco de dados aberto e construir a árvore genealógica a partir daí, reduzindo o grupo a poucas pessoas.
Essa mesma possibilidade gerou um debate sobre privacidade. As pessoas enviavam seus dados para procurar antepassados, não para ajudar em investigações criminais, e geralmente não haviam dado consentimento para esse uso. Desde então, as regras de acesso ficaram mais rígidas.
O outro lado
O segundo bloco traz a principal conclusão. Não foram provas falsificadas nem más intenções, mas o reconhecimento feito por testemunhas que se revelou a fonte mais frequente de erros judiciais. Mesmo assim, a confiança das testemunhas geralmente era alta.
O próprio método também tem pontos fracos. Quanto maior a sensibilidade, mais fácil obter o perfil de alguém que apenas segurou o objeto antes ou cujo vestígio foi transferido no local. Há casos conhecidos em que isso levou a investigação para muito longe da direção correta.
Daí vem uma distinção importante: a análise responde de quem é o vestígio, não como ele foi parar ali. A segunda pergunta é respondida pela investigação em si, e uma coisa não pode ser confundida com a outra.
A forma de armazenar as provas materiais também mudou. Como um caso antigo pode ser solucionado 20 anos depois, as provas passaram a ser guardadas por mais tempo e com mais cuidado, e muitos países criaram regras de armazenamento obrigatório para crimes graves.
Surgiu também uma dificuldade adicional: muitas provas antigas foram armazenadas sem as precauções atuais. Por isso, parte dos materiais arquivados acabou contaminada e sem utilidade para análises modernas.
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Fontes
- A revisão de condenações com o uso de análise genética mostrou que a maioria das condenações equivocadas se baseava em identificações erradas por testemunhas
- o aumento da sensibilidade dos métodos elevou o risco de transferência e contaminação dos vestígios