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57 factos históricos curiosos que pouca gente conhece

A ideia principal de cada artigo em duas ou três frases. Queres pormenores? Abre o artigo, lê-se em 2 minutos.

Vida quotidiana no passado

Porque se aqueciam as casas sem chaminé

Não por pobreza nem por ignorância. Uma estufa sem chaminé dá mais calor com a mesma quantidade de lenha, enquanto o fumo seca as paredes e mata os insetos. As chaminés surgiram quando outras coisas se tornaram mais importantes: a limpeza e a possibilidade de construir tetos mais altos.

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Como se lavavam as pessoas antes da água canalizada

A água canalizada não eliminou a sujidade da lavagem, mas o trabalho. Enquanto cada balde tinha de ser transportado e aquecido, lavar-se dividia-se em duas tarefas diferentes: a lavagem diária com um jarro e a lavagem ocasional do corpo inteiro. E a limpeza do dia a dia dependia menos da água do que da muda de roupa interior.

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O que comiam os camponeses todos os dias

A base era uma papa ou sopa de cereais, e o pão fornecia a maior parte das calorias da alimentação. A carne aparecia nas festas, mas os legumes, as leguminosas e os laticínios eram consumidos mais vezes do que se pensa.

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Mistérios e enigmas

Para onde foi uma colónia inteira

Em 1587, cerca de 115 ingleses desembarcaram numa ilha ao largo da costa da América do Norte, com mulheres e crianças. Três anos depois, voltaram para os procurar e não encontraram ninguém: as casas tinham sido desmontadas trave a trave e uma palavra fora gravada num poste. Não havia sinais de luta.

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Quem construiu Stonehenge

Stonehenge não foi construído por druidas nem por gigantes, mas por agricultores da Idade da Pedra: várias gerações de pessoas que viveram aqui milhares de anos antes dos celtas. Sabemos bastante sobre elas: através dos ossos, dos dentes e dos vestígios dos seus banquetes.

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Onde desapareceu um exército inteiro no deserto

Trata-se de um exército persa enviado através do deserto egípcio e, segundo um historiador antigo, soterrado por uma tempestade de areia. A história é recontada há 2 500 anos, mas nunca foi encontrado um único vestígio incontestável desse exército.

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O que foi a epidemia da dança

No verão de 1518, as pessoas em Estrasburgo começaram a dançar nas ruas e não conseguiam parar durante semanas. O caso foi documentado nos registos da cidade, mas a sua explicação continua a ser debatida.

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Grandes erros

Porque avançou Napoleão sobre Moscovo

Não avançava para conquistar Moscovo, mas para travar uma batalha decisiva que faria a Rússia regressar ao bloqueio da Inglaterra. A batalha foi sendo empurrada cada vez mais para o interior do país, e o exército perdeu a maior parte dos seus homens antes das primeiras geadas.

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Como um erro de digitação custou milhões

Em fevereiro de 2009, uma empresa foi confundida com outra no registo comercial britânico. A diferença entre os nomes era de uma letra. Em poucas semanas, uma empresa em funcionamento fechou e pelo menos 250 pessoas ficaram sem trabalho. O que saiu caro não foi o erro de digitação, mas a rapidez com que foi copiado.

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O que é o viés do sobrevivente

Olhamos apenas para quem chegou ao fim e tiramos conclusões a partir dessas pessoas. Quem não chegou fica fora da amostra - mas são precisamente essas pessoas que sabem o que mata.

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O que é o efeito cobra

É o que acontece quando uma solução agrava um problema, porque as pessoas começam a trabalhar para o indicador em vez de trabalharem para o objetivo.

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Histórias de Comida

Porque é que outrora proibiam o café

Não era a bebida que proibiam, mas os estabelecimentos. Os cafés foram os primeiros lugares onde pessoas de diferentes estratos sociais se sentavam durante horas, liam as notícias e discutiam o poder - e isso desagradava muito mais às autoridades do que o próprio café.

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Como é que a batata chegou à Europa

A batata chegou à Europa vinda dos Andes no século XVI, mas só se tornou um alimento do dia a dia 200 anos depois. Não foi apenas desconfiança: no início, as batatas andinas recusavam-se fisicamente a formar tubérculos sob os longos dias de verão europeus.

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De onde veio o açúcar

Da cana-de-açúcar, que começou por ser cultivada na Nova Guiné e cujo processamento em cristais foi desenvolvido na Índia. Na Europa, foi medicamento e luxo durante séculos, só se tornando barato com as plantações ultramarinas - e o preço disso foi o tráfico de escravos.

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Como surgiu o pão

Os pães achatados feitos de grãos moídos eram cozidos milhares de anos antes da agricultura: há achados anteriores a esta em milhares de anos. Já o pão fofo surgiu mais tarde e por acaso: a massa deixada ao ar levedou sozinha, porque nela entraram leveduras.

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Mulheres na história

Porque desapareceram os nomes das mulheres da ciência

Os nomes não desapareceram por causa de uma única conspiração, mas através de várias regras do dia a dia. Não a deixavam entrar numa sociedade científica: um homem apresentava a comunicação. Ela figurava como assistente: o chefe assinava o trabalho. Mudava de apelido: a bibliografia perdia o fio. E o mérito acabava por ser atribuído a quem já era conhecido.

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Quem governava em vez dos reis

Quando o herdeiro era menor, um regente governava o país, e muitas vezes era a mãe. Formalmente, ela não governava; na prática, tomava todas as decisões, e estes períodos eram frequentemente mais estáveis do que os reinados de soberanos adultos.

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De quem era a fotografia que revelou a estrutura do ADN

A estrutura do ADN não foi observada ao microscópio - foi calculada a partir do padrão de manchas numa película de raios X. O padrão mais nítido, a «fotografia 51», foi obtido em maio de 1952 no King's College de Londres, no grupo de Rosalind Franklin. Watson viu a imagem em janeiro de 1953, e Franklin não soube disso.

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Quem é considerada a primeira programadora

Ada Lovelace, filha do poeta Byron, publicou em 1843 notas à descrição de uma máquina de calcular. Incluíam instruções detalhadas para efetuar cálculos numa máquina que não existia, além da ideia de que poderia trabalhar com mais do que apenas números.

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Invenções

Porque foram retirados 10 dias do calendário

O calendário antigo considerava que o ano era ligeiramente mais longo do que na realidade e, ao longo dos séculos, o erro acumulou-se até chegar aos 10 dias. Simplesmente eliminaram-nos: depois de 4 de outubro veio 15 de outubro.

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Porque demorou tanto tempo o fecho éclair a pegar

Da primeira patente até chegar às calças passaram cerca de 80 anos. O problema não era a complexidade da ideia, mas o facto de os primeiros modelos encravarem, enferrujarem e se abrirem - e os alfaiates não queriam lidar com algo que podia dar problemas ao cliente.

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Quem inventou o despertador

Os dispositivos que acordam à hora certa são conhecidos desde a Antiguidade: eram relógios de água com apito. Mas o despertador só se tornou comum no final do século XIX. Antes disso, eram outras pessoas que acordavam os restantes, a troco de dinheiro.

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Que coisas famosas foram inventadas por acaso

A penicilina, o micro-ondas e as notas autocolantes nasceram de experiências que correram mal. Mas o acaso é apenas o primeiro passo nestas histórias - é a pessoa que não deitou fora um resultado estranho que o transforma numa invenção.

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Como nasceu a internet

A rede nasceu de uma tarefa pouco empolgante: ligar computadores caros de universidades diferentes, para partilharem a sua capacidade de processamento. A ideia fundamental foi dividir as mensagens em pacotes, que seguem por caminhos diferentes até ao destino e aí são novamente reunidos.

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Como o radar ajudou a inventar o micro-ondas

Ninguém estava à procura de um micro-ondas. Surgiu a partir do radar militar: em 1945, um engenheiro reparou que, junto de uma válvula de radar em funcionamento, o chocolate que tinha no bolso se tinha transformado numa papa. Dois anos depois, construíram, com a mesma válvula, um forno quase da altura de uma pessoa.

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O dinheiro na história

Porque surgiram as notas

O papel tornou-se dinheiro não para facilitar os pagamentos, mas por causa do peso. Onde as moedas eram demasiado pesadas para uma compra normal, as pessoas começaram a pagar com recibos do metal depositado - e os recibos pegaram melhor do que o próprio metal.

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Como ruíram os primeiros bancos

Os maiores bancos do início do Renascimento não foram derrubados por assaltantes nem por concorrentes, mas por um único devedor: um rei que se recusou a pagar. Foi nessa altura que se percebeu a principal característica da banca: assenta na confiança, não nas reservas.

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De onde vieram as percentagens

As percentagens surgiram antes das moedas. Não se emprestava dinheiro, mas cereais e gado, e o custo do empréstimo era literalmente uma cria: uma vaca emprestada durante um ano dava um vitelo. É daí que vêm as próprias palavras nas línguas antigas.

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O que servia de dinheiro antes das moedas

Antes das moedas, servia de dinheiro aquilo que já tinha valor por si só: gado, cereais, tecido, conchas e metal ao peso. A moeda surgiu por volta do século VII a.C. e acrescentou uma coisa: uma marca que fez com que deixassem de verificar o peso em cada transação.

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Como Newton caçava falsificadores

Nos últimos trinta anos da sua vida, dirigiu a Casa da Moeda - e levou o trabalho a sério: conduzia pessoalmente os interrogatórios, trabalhava com informadores e reunia provas. Sob a sua liderança, a moeda do país foi completamente substituída.

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A moda do passado

Porque é que a roupa feminina não tem bolsos

As mulheres tinham bolsos, mas separados: atavam-nos à cintura, por baixo da saia. Quando a moda mudou para uma silhueta justa, deixou de haver espaço para eles, e a carteira tomou o seu lugar. A roupa masculina nunca passou por essa mudança, por isso os bolsos ficaram.

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Porque se usavam sapatos de biqueira comprida

A biqueira era comprida precisamente porque atrapalhava. Com aqueles sapatos, era incómodo andar, impossível trabalhar e difícil correr, e isso dizia a quem os rodeava que quem os usava não precisava de fazer nada disso. A moda durou cerca de um século e meio.

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Porque é que se usavam espartilhos

O espartilho não era usado para ter uma cintura minúscula. Os vestidos da época não mantinham a forma sozinhos: uma estrutura rígida sustentava o peito, distribuía o peso das saias e definia a silhueta para a qual o corpete era cortado. A cintura era uma consequência, não o objetivo.

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Porque é que os homens inventaram os saltos altos

O salto não surgiu por uma questão de beleza, mas por causa do estribo: impede que o pé do cavaleiro escorregue para a frente. Chegou à Europa como parte do traje militar, tornou-se um símbolo de estatuto na corte e só ficou associado às mulheres quando os homens abandonaram por completo os adornos.

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Que modas mutilavam o corpo

As modas mais perigosas do passado prejudicavam o corpo não pelo corte, mas pela química e pelos ossos. Chumbo no pó, arsénico na tinta verde, ligaduras nos pés das crianças. As três tinham algo em comum: o dano chegava devagar, enquanto a beleza era exigida de imediato.

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A quem era proibido usar seda

Existiram leis sobre quem podia usar o quê em muitos países e épocas diferentes. Oficialmente, protegiam a moral; na prática, protegiam as fronteiras entre classes sociais e a balança comercial: a seda importada fazia sair demasiado dinheiro.

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O que significava a cor da roupa no passado

Antes dos corantes sintéticos, a cor custava dinheiro. Alguns tons eram obtidos a partir de matérias-primas raras e estavam ao alcance de muito poucas pessoas; outros vinham de ervas daninhas que cresciam à beira da estrada. Por isso, a cor da roupa indicava o preço e a posição social e, por vezes, era determinada pela lei.

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Cartas e diários

Porque se selavam cartas com cera

O selo não impedia ninguém de ler a carta. Tornava a leitura visível: era possível abri-la, mas não voltar a criar a impressão intacta. Além disso, a cera mantinha fechada a folha dobrada, numa época em que ainda não existiam envelopes.

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De onde veio o selo postal

Antes do selo, era o destinatário que pagava a carta, e o preço dependia da distância e do número de folhas. A reforma virou o sistema do avesso: passou a pagar o remetente, o preço era igual em todo o país e um pedaço de papel colado servia como prova de pagamento. Depois disso, a correspondência aumentou várias vezes.

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Como os diários revelam uma época

Decretos e relatórios contam como as coisas deviam ser. Um diário conta quanto custava o pão, a que horas as pessoas se levantavam e sobre o que cochichavam. Para os historiadores, é precisamente valioso pelas partes aborrecidas, não pelas revelações.

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O que os soldados escreviam para casa

As cartas da frente são estranhamente repetitivas: estou vivo, estou bem, recebi a encomenda, mandem meias e tabaco. Não porque o soldado não tivesse nada para dizer. Entre ele e casa estavam duas pessoas: o oficial que leria a carta antes da mãe e a própria mãe.

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O que aparece em arquivos pessoais antigos

Numa caixa familiar com papéis, o mais valioso não são as cartas sobre grandes acontecimentos, mas as fotografias com identificação, os documentos com datas e os registos domésticos. São eles que permitem reunir os factos. Uma fotografia sem nome de uma pessoa bonita, sem anotações, é quase inútil.

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O que é a escrita cruzada

Depois de preencher uma folha, a autora virava-a 90 graus e escrevia por cima das próprias linhas. O resultado era uma grelha com duas camadas de texto. Não o fazia por excentricidade, mas porque se pagava pelo número de folhas.

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Guerras e paz

O que esteve realmente na origem das guerras

A razão apresentada nos manuais costuma ser um pretexto: um acontecimento que fixa a data. As verdadeiras causas são mais aborrecidas e prolongadas - e quase sempre se resumem a um acordo que as duas partes não conseguiram alcançar.

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Porque falharam as tréguas

Na maioria das vezes, a questão não é a traição, mas a forma como o próprio acordo está concebido. Se não ficar definido o que conta como violação, quem a regista e o que acontece a seguir, qualquer acidente desencadeia uma cadeia de respostas, e a trégua desfaz-se em poucas horas.

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Como a guerra mudou coisas do dia a dia

Conservas, relógios de pulso, pensos higiénicos e fita adesiva apareceram ou espalharam-se por necessidades militares. A razão é simples: os exércitos precisam de soluções rapidamente e em grandes quantidades, e só nessas condições se aceita em massa algo incómodo.

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O que faziam as cidades sitiadas

Primeiro contabilizavam a água, não a comida: sem ela, uma cidade resistia dias, não meses. Depois vinham o racionamento, o combate às doenças e as negociações - a maioria dos cercos acabava não com um assalto, mas com negociações ou uma epidemia.

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